Antes de mim
Eu costumava contar minha história começando por mim. No convívio com o terreiro, essa frase foi ficando pequena. Há gente que cuidou, ensinou e resistiu antes da minha chegada. Nem tudo cabe em uma fotografia ou em uma legenda; muito do que recebo pede tempo, respeito e responsabilidade.
Quando me perguntam pelo Candomblé, noto como a curiosidade às vezes chega carregada de ideias prontas. Não quero responder com outro resumo apressado. Prefiro lembrar que existem casas, nações e histórias distintas, e que nenhuma pessoa consegue ser porta-voz de todas elas.
Uma herança em movimento
Aprender a honrar quem veio antes mudou também meu jeito de olhar para o presente. Pergunto a quem a mesa oferece lugar, de quem é a voz que falta e quais histórias eu repito sem conferir. A ancestralidade, para mim, não ficou presa ao passado: ela me chama a agir com mais consciência hoje.
Não escrevo para revelar o que pertence à intimidade de uma comunidade. Escrevo porque o respeito começa quando deixamos de tratar uma tradição viva como fantasia alheia. Minha forma de agradecer é continuar aprendendo.

Danilo Magalhães@danilo
Mariana Diniz MariPerfil Zamira
Liana Marques@lilith
Chistine Morton@christine
Alexa Long@alexa
Victoria Moreira@vic
Mirela Fernandez@mila
Ruane Davila@ruene
Marina Assis@bruxa