Ler com outras pessoas
Eu abria a Bíblia procurando uma frase que resolvesse o dia. Às vezes fechava o livro mais confusa. Num encontro pequeno da comunidade, ouvi uma pessoa dizer que não tinha entendido uma passagem. Foi um alívio inesperado: eu também não. Em vez de fingirmos certeza, lemos novamente, conversamos e deixamos a pergunta aberta.
A experiência não apagou minhas convicções. Apenas mostrou que fé e humildade podem andar juntas. A leitura ficou menos parecida com uma prova e mais com uma prática partilhada, em que ninguém precisava transformar a própria dúvida em vergonha.
Uma pergunta que vira gesto
O melhor daqueles encontros não ficou no debate. Alguém soube que uma vizinha precisava de ajuda, e o grupo se organizou para estar presente. Percebi que eu me preocupava muito em soar certa e pouco em aparecer quando era necessário.
Hoje ainda leio, discordo, volto ao texto e converso. Também pergunto o que a minha interpretação produz na vida de quem está ao meu lado. Essa pergunta me parece um jeito honesto de cuidar da fé sem usá-la para encerrar a conversa.

Danilo Magalhães@danilo
Mariana Diniz MariPerfil Zamira
Liana Marques@lilith
Chistine Morton@christine
Angela Silveira@angela
Alexa Long@alexa
Victoria Moreira@vic
Ruane Davila@ruene
Marina Assis@bruxa