A pergunta incômoda
Eu gostava da sensação de ter ajudado. Um dia me perguntei se estava ouvindo a pessoa à minha frente ou apenas procurando uma forma de me sentir útil. A pergunta foi incômoda, mas necessária. No centro espírita, as conversas sobre caridade me devolveram à dimensão mais simples do cuidado: oferecer sem tirar do outro o direito de dizer do que precisa.
Passei a notar que tempo, discrição e constância importam tanto quanto um gesto vistoso. Em algumas situações, ajudar significava acompanhar; em outras, sair de cena e não transformar a história alheia em exemplo sobre mim.
Continuar depois do impulso
Nem sempre consigo agir com a generosidade que admiro. Às vezes estou cansada, às vezes erro o tom. Volto, peço desculpas e tento de novo. A ideia de melhora, para mim, deixou de ser um ideal distante e virou uma atenção diária ao efeito das minhas ações.
O cuidado não precisa de plateia para existir. Quando penso no que gostaria de deixar no mundo, lembro menos dos grandes discursos e mais das pessoas que ficaram ao lado de alguém sem pedir reconhecimento.

Danilo Magalhães@danilo
Mariana Diniz MariPerfil Zamira
Liana Marques@lilith
Chistine Morton@christine
Angela Silveira@angela
Alexa Long@alexa
Victoria Moreira@vic
Mirela Fernandez@mila
Marina Assis@bruxa