Uma prática no cotidiano
Eu achava que uma prática espiritual precisava ocupar uma manhã inteira para ser verdadeira. Conhecer diferentes modos de pūjā me fez rever essa pressa de medir tudo pelo tamanho. Em casa, reservo um momento breve para preparar o espaço, agradecer e lembrar da intenção com que quero atravessar o dia.
A janela aberta deixa entrar o som da rua. Nem sempre o ambiente é silencioso, nem sempre minha atenção colabora. Ainda assim, o gesto me convida a deixar de agir no automático. Não falo em nome de todas as vertentes do hinduísmo; conto apenas o sentido que essa rotina adquiriu nesta história.
O que levo comigo
Quando fecho esse momento, as tarefas continuam as mesmas. O que muda é minha relação com elas. Agradecer não apaga dificuldades; às vezes me ajuda a enxergar quem tornou possível uma solução pequena ou uma manhã menos pesada.
Gosto da ideia de que um ritual não termina quando guardamos os objetos. Ele pode seguir no modo como oferecemos atenção, respeitamos uma diferença e voltamos a começar depois de um dia ruim. É assim que a janela continua aberta para mim.

Danilo Magalhães@danilo
Mariana Diniz MariPerfil Zamira
Liana Marques@lilith
Chistine Morton@christine
Angela Silveira@angela
Alexa Long@alexa
Victoria Moreira@vic
Mirela Fernandez@mila
Ruane Davila@ruene